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Intermediário Quando algo dá errado 9 min de leitura Atualizado em

Cinza de soda no sabonete: por que se forma e como evitar

O pó branco num bloco fresco é inofensivo e sai com água. Ele se forma no primeiro dia ou dois, só onde o ar alcança o sabonete, e alguns hábitos o tornam bem menos provável.

Três barras cortadas de sabonete artesanal claro sobre um fundo cinza-carvão, duas com uma película branca, fosca e farinhenta no topo e uma limpa depois de passar pelo vapor

Em resumo

  • A cinza de soda é carbonato de sódio: soda que ainda não reagiu na superfície do sabonete fresco, encontrando o gás carbônico do ar.
  • Ela se forma no primeiro dia ou dois, e só nas faces que o ar alcança.
  • Cobrir a forma é o que mais ajuda. Manter o bloco quente o bastante para passar pelo gel e usar um pouco menos de água também ajudam.
  • É inofensiva e se dissolve em água: passe vapor, enxágue ou aplaine.
  • Pontinhos brancos dentro da barra não são cinza. Cristais arenosos ou úmidos que ardem podem ser soda.
Nesta página

A cinza de soda é a película branca e fosca que aparece no topo de um bloco de sabonete de processo a frio um ou dois dias depois de despejado. É uma das queixas mais comuns da saboaria e uma das menos graves: o sabonete por baixo está bom, e a película sai com água. As perguntas úteis são por que um lote cria cinza e o seguinte não, e quais das muitas dicas para evitá-la têm uma razão por trás.

O que é a cinza de soda

O sabonete de processo a frio ainda está saponificando quando vai para a forma. A maior parte da soda se consome no primeiro dia, e até lá um pouco de hidróxido de sódio que ainda não encontrou gordura nenhuma continua na massa. Onde essa soda estiver numa superfície aberta ao ar, ela reage com o gás carbônico e vira carbonato de sódio, a substância vendida como barrilha. Esses cristais são a cinza.

Kevin Dunn, o químico por trás de boa parte dos testes publicados sobre sabonete artesanal, dá duas maneiras de reconhecê-la. O carbonato de sódio se dissolve em água, então sai no enxágue, e cobre toda a superfície que ficou aberta ao ar, em vez de ficar em manchas. A maior parte da cinza é uma camada fina por cima, mas ela pode ir mais fundo: a Soap Queen, o blog da Bramble Berry, mostra barras em que ela penetrou no sabonete e o deixou esfarelento. As fábricas conheciam o efeito do carbonato dentro do sabão. Acrescentavam um pouco de propósito para firmar o sabão barato, e o manual de Simmons e Appleton, de 1908, avisava que demais deixava o sabão quebradiço e o fazia florescer em branco na superfície.

Um bloco de sabonete claro recém-desenformado, com uma película branca e calcária no topo e laterais lisas e limpas A cinza só se forma onde o ar alcançou o sabonete: no topo do bloco, e não nas laterais que estavam encostadas na forma.

Existe uma segunda camada branca, mais rara. DeeAnna Rouse, do Classic Bells, descreve uma camada lisa, um pouco cerosa, cor de marfim, que parece uma demão de tinta e costuma ficar só no topo da barra. Ela é feita de cristais grandes do próprio sabão, e não de carbonato. É igualmente inofensiva, mas o vapor não a remove, e lavar deixa a barra com cara de usada; uma plaina a tira de forma limpa.

Por que alguns lotes criam cinza e outros não

A cinza precisa de soda livre na superfície e de ar para encontrá-la. Tudo o que encurta o tempo que a soda fica na superfície, ou mantém o ar longe enquanto ela está lá, significa menos cinza, e a maioria das causas conhecidas acaba sendo uma coisa ou a outra.

O que aconteceu Por que dá mais cinza Quão estabelecido está
O topo ficou descoberto O gás carbônico conseguiu chegar à soda Direto: cobrir evita
O bloco ficou frio e nunca passou pelo gel O sabonete mais frio saponifica mais devagar, então a soda fica mais tempo na superfície Relatos consistentes, com uma razão química: quem faz sabão vê mais cinza quando a soda e os óleos estão abaixo de cerca de 38 °C (100 °F)
Muita água, uma solução de soda fraca Muito provavelmente, uma saponificação mais lenta Amplamente relatado; a razão não foi testada
Despejado no traço fino A massa estava menos adiantada quando encontrou o ar Experiência de quem faz sabão
Desenformado cedo As laterais encontraram o ar enquanto ainda restava soda Plausível e muito aconselhado
Formas de cavidades pequenas, placas finas Peças pequenas perdem calor e raramente passam pelo gel Decorre de como o gel funciona

Para a maioria desses casos, relatos consistentes com uma razão química são até onde as evidências vão: não conhecemos nenhum teste controlado da cinza em função da temperatura ou da água.

O calor importa porque acelera a reação: um bloco que se aquece até o gel consome a soda mais cedo. A palestra de Dunn sobre tempo e temperatura mostra o que decide esse calor. Um bloco grande o retém, enquanto uma forma de cavidades o perde, e um começo mais quente eleva o pico. O sabonete de processo a quente raramente cria cinza pelo mesmo motivo: o cozimento consome a soda antes de o sabonete chegar à forma. O sabonete glicerinado nem tem soda livre, para começar.

Como evitar

Escolha as medidas que combinam com o lote. Um sabonete de leite ou de mel não pode ser levado a um gel quente sem queimar, por exemplo, mas sempre pode ser coberto.

  1. Cubra o topo. Estenda filme plástico sobre a superfície ou encaixe uma tampa, e deixe assim até o sabonete esfriar à temperatura ambiente. Deixe o filme assentar sozinho sobre a massa: Alicia Grosso constata que pressioná-lo deixa calombos e ondulações no topo. O Classic Bells deixa as coberturas por até dois ou três dias. Esta é a medida com a razão mais simples por trás: sem ar, sem gás carbônico.
  2. Mantenha o bloco quente. A Soap Queen faz sabão com a soda e os óleos a 38 °C (100 °F) ou mais, em geral a 46–49 °C (115–120 °F), e depois cobre a forma com papelão e uma toalha para que o bloco passe pelo gel. Num cômodo frio, uma almofada térmica na temperatura média por 30 a 60 minutos, e depois desligada, ajuda. O guia da fase gel trata dos casos em que você prefere evitar o gel.
  3. Use menos água. O Classic Bells sugere uma concentração da soda de 33 a 40 %; a Soap Queen, um desconto de água de 5 a 10 %. O guia da água explica as três maneiras de expressar isso.
  4. Despeje um pouco mais grosso. Traço médio em vez de fino, quando o desenho permitir.
  5. Deixe na forma. David Fisher espera de 36 a 48 horas antes de desenformar, para que as laterais fiquem cobertas enquanto ainda resta soda.
  6. Borrife álcool no topo, de leve. A Soap Queen borrifa álcool isopropílico a 99 % sobre o topo logo depois de despejar e de novo de 10 a 15 minutos depois; Anne-Marie Faiola usa álcool a 91 % até três vezes nos primeiros 90 minutos. Que seja só uma névoa fina. Um topo encharcado seca duro sobre o sabonete quente, e esse é um jeito de ganhar uma rachadura.
A concentração da soda e a água de que ela precisaPara 100 g de hidróxido de sódio: uma solução a 25 % precisa de 300 g de água (3 : 1), a 28 % de 257 g, a 30 % de 233 g, a 33 % de 203 g (2,03 : 1), a 35 % de 186 g, a 40 % de 150 g (1,5 : 1), a 45 % de 122 g e a 50 % de 100 g (1 : 1).Conc.sodaÁgua para 100 g de hidróxido de sódio25 %300 g · 3,00 : 1lento; mais cinza e encolhimento28 %257 g · 2,57 : 130 %233 g · 2,33 : 133 %203 g · 2,03 : 1nosso padrão, o meio-termo usual35 %186 g · 1,86 : 140 %150 g · 1,50 : 1desconto de água: acelera o traço45 %122 g · 1,22 : 150 %100 g · 1,00 : 1solução-mãe; cristaliza < 12 °CA água a 38 % dos óleos, o velho padrão, dá uma solução de uns 27 % numa receita típica, em que a soda é 14 % dos óleos.
A água que acompanha 100 g de hidróxido de sódio em cada concentração da soda. Quem combate a cinza tende a trabalhar com 33 % ou mais forte; o velho hábito de água a 38 % dos óleos dá cerca de 25 a 31 %, conforme os óleos.

Confira a sua água. Os três óleos de sempre, com água a 38 % dos óleos, dão uma solução de soda a 27,5 %: 380 g de água para 1000 g de óleos. Com uma solução a 33 %, a mesma barra leva 292,6 g.

Abrir na calculadora

Essa barra é a nossa receita do dia a dia, que vem escrita com uma solução a 33 %. Ela faz um bom sabonete de qualquer jeito; a 33 %, é menos propensa à cinza, pela experiência da maioria de quem faz sabão. A nossa barra clássica de azeite, coco e palma traz três das medidas acima no próprio método: uma solução a 33 %, uma tampa na forma e uma toalha para que o bloco passe pelo gel.

Quais dicas têm uma razão por trás

Dica O que sabemos
Cobrir a superfície Sólida. Mantém o gás carbônico longe da soda, e Dunn a recomenda.
Fazer o sabão mais quente e deixar passar pelo gel Sólida em princípio: o sabonete mais quente consome a soda mais cedo.
Usar menos água Amplamente relatado como útil. Uma saponificação mais rápida é a razão provável, mas ninguém mediu a cinza em função da água.
Borrifar álcool Muito usado e muito relatado como útil. Não se sabe como funciona; o Classic Bells suspeita que ele evita melhor o tipo de cristais de sabão do que a verdadeira cinza de soda.
Incorporar 0,5 % de cera de abelha derretida no traço Sugestão da Soap Queen, como barreira na superfície. Significa fazer o sabão a cerca de 71 °C (160 °F), e acelera o traço, então não é solução para iniciante.
Baixar o superfat (superengorduramento) Também sugerido, mas não há evidência nenhuma, e a química aponta para o outro lado: com menos gordura sobrando na panela, o resto da soda demora mais para encontrar algo com que reagir.

Como tirar

  • Vapor. Um vaporizador de roupas portátil, mantido a 2,5 a 13 cm (1 a 5 pol.) de cada barra por 20 a 30 segundos, limpa uma camada leve. O carbonato se dissolve e seca de novo como uma película fina demais para ser vista.
  • Enxágue. De luvas, passe a barra sob água fria, esfregue de leve as áreas brancas com papel-toalha, enxágue a espuma e deixe secar. O Classic Bells prefere água destilada para isso, porque os minerais da água da torneira podem ajudar a provocar manchas laranja mais tarde.
  • Aplaine ou raspe. Uma plaina de sabonete ou um descascador de legumes tira uma camada fina. É o único método que também remove a cinza de cristais de sabão, ao custo de um pouco de sabonete.
  • Deixe como está. Ela sai com a água na primeira vez que a barra for usada.

Quando o branco não é cinza de soda

O que você vê O que provavelmente é Pode usar?
Uma película branca e fosca sobre todo o topo e as laterais expostas, um pouco áspera, que sai no enxágue Cinza de soda Sim
Uma camada lisa cor de marfim, como tinta, só no topo, que não sai no enxágue Cristais de sabão Sim
Pontinhos brancos dentro da barra, moles e cerosos, que não ardem Manchas de estearina: gordura rica em ácido esteárico e palmítico que firmou na massa fria antes de se misturar Sim, depois de descartar que seja soda
Cristais finos crescendo na superfície ao longo de semanas, numa barra feita com muito ácido cítrico ou citrato de sódio Citrato de sódio saindo do sabonete Sim
Uma crosta grossa e cintilante na superfície, em vez de um pó fino Um lote com excesso de soda, na experiência de Grosso Não: teste
Grãos brancos duros e arenosos ou bolsões úmidos dentro da barra, ou qualquer coisa que arda Soda não dissolvida ou que não reagiu Não: teste

A regra prática de Dunn: a cinza cobre toda superfície que o ar tocou, e pontos ou estrias brancas abaixo da superfície em geral são outra coisa.

Receitas para experimentar

Todas as receitas

Fontes

As notas sobre estas fontes estão na página em inglês, com as palavras conferidas em cada documento.

  1. Caustic Soda Handbook . Occidental Chemical Corporation (OxyChem) , 2026.
  2. Sodium carbonate (CID 10340) . PubChem, US National Library of Medicine .
  3. Time and Temperature in Soapmaking . Kevin M. Dunn, lecture to the Handcrafted Soapmakers Guild , 2009.
  4. The Secret Life of Soap: Kevin Dunn at the 2011 HSMG Conference . Amanda Aaron, Lovin Soap , 2011.
  5. Ash on bar soap . DeeAnna Rouse, Classic Bells .
  6. Explaining and Preventing Soda Ash . Soap Queen (Bramble Berry) , 2018.
  7. Soap Crafting . Anne-Marie Faiola, Storey Publishing , 2013.
  8. The Complete Photo Guide to Soap Making . David Fisher, Creative Publishing International , 2018.
  9. The Everything Soapmaking Book, 3rd edition . Alicia Grosso, Adams Media , 2013.
  10. The Handbook of Soap Manufacture . W. H. Simmons and H. A. Appleton, Scott, Greenwood & Son (Project Gutenberg edition) , 1908.